Oxy4Life → Indicações e curiosidades
O marco regulatório que reconhece a oxigenoterapia hiperbárica e algumas curiosidades sobre como a terapia funciona na prática.
Marco regulatório
Lista de indicações da oxigenoterapia hiperbárica estabelecida pela Resolução CFM nº 1.457/1995 e reproduzida pela Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. Destacamos as que se relacionam diretamente ao pós-operatório.
A mesma resolução determina que a indicação da oxigenoterapia hiperbárica é de competência exclusivamente médica e que sua aplicação deve ser realizada por médico ou sob supervisão médica. Duração das sessões, nível de pressão, número total e intervalos variam conforme a patologia e o protocolo adotado.
Normas aplicáveis à atividade: Resolução CFM nº 1.457/1995 · RDC ANVISA nº 50/2002 (infraestrutura física de estabelecimentos de saúde) · RDC nº 70/2008 · RDC nº 185/2001 (câmaras hiperbáricas como produto de classe III, alto risco, com registro compulsório) · Diretrizes de Segurança, Qualidade e Ética da SBMH.
Curiosidades
A medicina hiperbárica moderna vem do mergulho profundo. Foi desenvolvida para tratar a doença descompressiva — as bolhas de nitrogênio que se formam quando um mergulhador sobe rápido demais. Só depois a mesma física passou a ser usada em cicatrização.
Durante a compressão, a pressão externa sobe mais rápido do que a do ouvido médio. A tuba auditiva precisa equalizar — daí as manobras de bocejar, engolir ou assoprar com o nariz tampado. É o mesmo fenômeno da aterrissagem de avião.
Em atmosfera enriquecida com oxigênio, materiais comuns se tornam inflamáveis. Cosméticos oleosos, perfumes, aerossóis, eletrônicos e tecidos sintéticos ficam do lado de fora. Não é excesso de zelo: é o principal protocolo de segurança da modalidade.
Na câmara multipaciente, várias pessoas dividem o mesmo ambiente pressurizado e respiram oxigênio por máscara ou capacete. Na monoplace, a câmara inteira é pressurizada com oxigênio para uma única pessoa — sessão individual, com o seu protocolo.
Em condições normais, quase todo o oxigênio viaja preso à hemoglobina, que já está praticamente saturada. O ganho da OHB vem do oxigênio dissolvido no plasma — a fração que normalmente é desprezível e que, sob pressão, se multiplica.
Parece contraintuitivo: a hiperóxia causa vasoconstrição. Mas como a quantidade de oxigênio dissolvido é muito maior, o tecido continua bem oxigenado enquanto o extravasamento de líquido diminui. É o mecanismo por trás do efeito antiedema.